#Guitarrista

Artigos

[GEAR] When Theia Created the Moon: Schecter Black Jack SLS C-7 P SBK

Publicado há

-

O EP de estreia dos alemães When Theia Created the Moon, Would it kill us not to kill us? aborda a questão que se impõe, trazendo à superfície temas como a guerra, migração, a crise climática e a destruição da vida na Terra enquanto efeito colateral do capitalismo global, que a banda descreve como uma espécie de ciclo vicioso de violência recorrente e comportamento auto-destrutivo adoptado a um nível sócio-cultural. O guitarrista Christian E. Weissgerber fala-nos das mudanças levadas a cabo na sua Schecter para que pudesse dar forma ao metal moderno que conduz o conceito incorporado no EP da banda, e da preferência pelos alemães pelos plugins.

Guitarra: «A minha Schecter BlackJack tem um corpo em mogno com topo em flamed maple, braço de 26,5″ com três peças de maple adornado com um maravilhoso fretboardo em ébano e saddle Graph Tech XL Black Tusq. Esta beleza à qual dei o nome de ‘Jacky’ vem com ponte TOM e pickups Seymour Duncan que, na minha opinião, eram dois pontos fracos para tocar metal moderno. O pickup original da ponte, um Seymour Duncan SH-10 Full Shred era demasiado agudo para o meu gosto enquanto que o SH-2N Jazz, instalado no braço, perdia no output e na nuance, em comparação. Desloquei-me a um fabricante de Guitarras perto de Berlim, a MGH Guitars, e comprei pickups passivos personalizados que estavam delicadamente afinados com o meu estilo de tocar e de composição. O pickup da ponte recolheu algumas ideias da DiMarzio no que toca à técnica do bobinamento e da própria ligação, proporcionando médios centrais para a mistura e leads cortantes que não perdem qualquer drive no departamento dos graves quando se trata de executar riffs afinados em Drop-A. O pickup personalizado do braço tem muito mais output em comparação com o stock SH-2N Jazz e agora ao alternar entre pickups para sweeps ou solos já não parece que tropecei num cabo da pedalboard ou que a bateria do pickup activo está a dar as últimas. Decidi também substituir a ponte TOM por uma Evertune na esperança de garantir uma maior estabilidade de afinação, e é isso mesmo que a Evertune faz. Enquanto que o luthier da MGH Guitars instalava a ponte Evertune, procurei assistir a todo o processo para melhor entender como o meu instrumento era construído; uma experiência muito valiosa para qualquer guitarrista. É uma ponte que torna a guitarra um pouco mais pesada mas que providencia à guitarra uma estabilidade de afinação maravilhosa que requer pouca ou nenhuma verificação durante um dia normal de gravações. No geral, a minha ‘Jacky’ é uma besta em estúdio e também em palco.»

Amplificação: «Em estúdio apenas gravámos pistas DI para todas as guitarras. De forma a evitar sinais fracos e não-definidos, optámos por trabalhar através de um preamp ao estilo API. É uma sonoridade poderosa, ao estilo in-your-face, que finalmente nos levou aos resultados que queríamos. A partir daí, todos os sons de guitarra foram criados maioritariamente com o plugin Archetype: Gojira, da Neural DSP. Este software é uma autêntica besta! Ao vivo uso o FM3, da Fractal Audio Systems com um monitor Headrush activo, pois é a forma mais fácil de recriar os sons que saem do estúdio. Para além disso não há necessidade de uma pedal board extensa e uma pilha de cabos, o que faz dos concertos ao vivo algo mais fácil.»

Efeitos: «A sonoridade obtida no nosso EP foi um esforço colectivo. Quando todas as gravações estavam concluídas, sentámo-nos com o nosso bateria Sascha, que é também o nosso engenheiro de som, e juntos trabalhamos na sonoridade final da guitarra que tinha em mente para o EP. A distorção foi moldada com o Pro-Q 3 da FabFilter e depois melhorada com um EQP-! da Tegeler Audio Manufaktur, que é um EQ analógico ao estilo Pultec. Os leads foram tratados adicionalmente com os suspeitos do costume: delays, reverbs, efeitos de modulação… Procurámos criar uma obra de arte interessante com a nossa composição e não com toneladas de efeitos.»