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Satyr: Atitude e dedicação

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Satyr, uma das metades dos noruegueses Satyricon, falou sobre a sua iniciação à guitarra, papel que executou na banda de black metal formada em 1991 e que os transformou num nome de culto graças a álbuns como Dark Medieval Times (1994) e Nemesis Divina (1997).

«Comecei com aulas de guitarra clássica aos 12», revela. «Tive uma professora privada, onde ia uma vez por mês, que me ensinou muito sobre atitude e dedicação. Dizia-lhe muitas vezes que nunca conseguiria tocar algo, e se nos podíamos focar em técnicas mais adequadas ao meu nível de aprendizagem, ou então colmatar qualquer possível falha, e ela nunca procurava justificar as suas escolhas e continuava em frente, não de uma forma arrogante mas mais como ‘Ok, vamos só tentar fazer isto.’ Conseguia sempre ignorar as minhas objecções e seguir em frente. Dávamos um passo de cada vez e numa questão de semanas fiquei estupefacto por perceber que sabia tocar coisas que considerava impensáveis. Nem podia acreditar. Essa abordagem funcionou muito bem comigo.»

O músico teceu ainda alguns comentários sobre liderança: «Liderar uma banda não se trata de poder mas sim de responsabilidade. Quando és jovem não percebes nada sobre a psicologia de liderar uma banda mas à medida que envelheces dás conta que só o facto de permitires que as pessoas falem sobre os seus receios é logo uma ajuda para conseguires as coisas como queres que sejam feitas. Se não ouvires as pessoas, então vai correr mal. Somos todos diferentes. Há quem aprecie o facto de lhe dares espaço e influência, e recebem essa abordagem com respeito. Outros confundem isso com fraqueza e procuram explorá-la. Há que ser firme com essas pessoas, e quando és firme com pessoas assim acabam sempre por se ofender. É aí que lhes chamas um táxi.»

Os Satyricon lançaram recentemente uma Box Set em vinil composta pelos dois primeiros discos, Dark Medieval Times / The Shadowthrone.