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Palm Muting

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O palm muting é uma técnica fantástica para acrescentar mais peso e articulação a riffs, acordes e, por vezes, solos. Embora muitas vezes associado ao lado mais pesado da música, como o rock e o metal, na realidade esta técnica data de muitas décadas e foi empregada por nomes como Buddy Holly em That’ll Be The Day ou Stir It Up de Bob Marley. Basket Case, dos Green Day, mostra como a técnica é um elemento fundamental para a sonoridade da nova onda do punk, e as bandas de thrash metal, como é o caso dos Metallica, simplesmente não soariam da mesma forma sem esta especialização pela mão de James Hetfield.

A melhor abordagem de picking quando se trata de palm muting é usar exclusivamente downstrokes. Ao tocar o acorde E5 utilizando a sexta corda aberta e o 2º traste da quinta corda, e se depois acrescentarmos oitavas com palm muting, é possível notar uma grande diferença entre tocá-las com downstrokes rígidos em comparação com alternate picking. Os downstrokes vão ser responsáveis por uma sonoridade mais consistente e compacta, que soará muito melhor do que se fossem tocados com alternate picking, e embora esta seja uma técnica que possa parecer desafiadora no início, vale a pena manter o foco para alcançar esse som bem firme.

O alternate picking é igualmente aplicado quando se recorre ao palm muting, mas isso geralmente é reservado para linhas rápidas de uma única corda, muitas vezes encontradas no thrash metal e punk rock. Os Slayer são um exemplo perfeito de uma banda que toca a velocidades alucinantes com linhas rápidas de alternate picking com palm muting.

Outro factor a considerar quando se usa palm muting é a escolha do timbre da guitarra. Embora não faltem exemplos de músicos que usem palm muting com um timbre limpo, para que seja possível alcançar o ruído associado à técnica é necessário um bom volume de ganho ou distorção, com as configurações de EQ do amplificador a entrar igualmente na equação, cortando nos médios para se dar mais destaque aos graves e agudos.

No entanto, no que respeita ao timbre, é tudo uma questão de gosto, e não há como dedicar-lhe algum tempo até encontrar a receita certa.