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Minneriket: Epiphone Goth Les Paul

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Stein Akslen, guitarrista do colectivo norueguês de black metal Minneriket, fala à guitarrista sobre a sua Epiphone Goth Les Paul, uma guitarra que representa a mais profunda escuridão encontrada na sonoridade da banda, assim como os amps da Marshall que o influenciaram durante a ascensão do heavy metal na década de 1980.

Guitarra: «Nunca fui fanático com instrumentos mas para as gravações deste álbum precisava de uma guitarra com um som decente, acção nos graves e uma grande presença. A Epiphone Les Paul tem um braço muito rápido que facilita os shreds e lida muito bem com o som de assinatura mórbido dos Minneriket ao mesmo tempo que traz ao de cima timbres mais quentes e limpos graças ao coil-split. Troquei a dupla de humbuckers para obter uma sonoridade mais orgânica e procedi a outras alterações de menor escala. A guitarra tem um corpo lindo e pesado, em que posso sentir o peso e as vibrações quando a toco, o que faz com que pareça que sai dentro de mim e não do instrumento.»

Amplificação: «Sempre adorei os tradicionais racks da Marshall. Cresci a ver as bandas de heavy metal da década de 1980 com os imensos amps Marshall empilhados e isso teve um grande impacto em mim. Tentei diferentes amps digitais em estúdio mas percebi que não são aquilo de que preciso para o meu tipo de metal. Prefiro um amp a válvulas antigo ou qualquer coisa com uma boa quantidade de ganho sem que soe como uma poça de lama. Desde que tenhas uma visão musical, consegues trabalhar com quase tudo. O dinheiro não pode comprar a criatividade ou o talento.»

Efeitos: «O timbre é a coisa mais importante para mim. Não precisa de ser tecnicamente correcto mas sim de soar correctamente, capturando a atmosfera e produzindo uma sonoridade que represente uma vista montanhosa cruzada com nevascas, túneis negros e cemitérios. Investi muito tempo a trabalhar no timbre certo para cada um dos meus discos de forma a capturar as emoções certas, o que é exaustivo. Gosto que seja frio, gelado, mas sem descartar a esperança; tem que haver uma chama. Não gosto da mistura moderna com reverb para mascarar ou camuflar uma má performance de guitarra, pelo que mantenho esse elemento nos mínimos durante o processo de gravação. Quero que seja tudo limpo e audível, com os efeitos apropriados a surgirem mais tarde no processo de gravação. É preciso saber comunicar com o instrumento e não se consegue simplesmente encontrar essa química num preset.»