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Música

Metal da Semana (21/05/21)

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Impure Wilhelmina – Antidote
(Season of Mist, post-core / rock / metal)

O título do sétimo álbum de Impure Wilhelmina evoca a simples, mas forte, ideia de que a música cura a alma. Contudo, este remédio é como uma quimioterapia: antes dos resultados positivos e da libertação, vem o esgotamento e o sofrimento. Sim, é um antídoto que pretende sarar e combater o lado negro da mente humana, mas para dele usufruirmos em plenitude temos de mergulhar no rock e metal profundo, intenso e por vezes claustrofóbico. Melódico aqui e dissonante acolá, Antidote apresenta a impressão digital da banda com combinações subtis entre metal robusto, post-hardcore emocional e indie rock sonhador. E é esta mistura estranha em papel que molda a realidade viciante de se ouvir Impure Wilhelmina.

Monster Magnet – A Better Dystopia
(Napalm Records, psych/fuzz rock)

Com o novo registo de Monster Magnet revisitamos os favoritos de Dave Wyndorf através de uma deliciosa e psicótica selecção de proto-metal e rock psicadélico. Por aqui vamos ouvir versões de Hawkwind [Born to Go], Table Scraps [Motorcycle (Straight to Hell)], Poo-Bah [Mr. Destroyer], Morgen [Welcome to the Void], entre outros, tudo num caldeirão excelentemente sequenciado que presta uma homenagem muito pessoal. Embora seja um álbum de covers, Wyndorf está no topo do seu jogo a uivar, a cantar ou simplesmente a recitar com o apoio de um rock psicadélico exímio, vintage e old-school em que se destacam as guitarras com o seu fuzz denso, o baixo palpitante e a bateria hábil. A Better Dystopia, por mais que não seja composto por inéditos, demonstra muito a honestidade e descomprometimento que outras bandas já não possuem em prol de certos pretensiosismos e preciosismos.

Vexed – Culling Culture
(Napalm Records, deathcore)

Numa poderosa estreia em álbuns, os ingleses Vexed, que já contam com CJ McMahon dos Thy Art Is Murder como padrinho, mostram-se ao mundo com um deathcore brutal. Esmagadora, tanto sónica como conceptualmente, a banda fronteada pela atitude destemida de Megan Targett constrói uma ode ao ódio, à traição e à raiva, mas libertando-se em vez de pregar ainda mais o negativismo. Culling Culture é uma arena de atmosferas ominosas e groove entusiasmante que entre as raízes do hardcore e técnica profícua se envolve também em ambientes progressivos que poderão ser indicados para fãs de Jinjer. Meshuggah e Periphery são outras influências que não podemos descurar. Arrojados e modernos, os Vexed podem muito bem ser a promessa de hoje e a concretização de amanhã.