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Música

Metal da Semana (07/05/21)

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A Guitarrista destaca três lançamentos da semana, extraídos do universo do metal.

Artillery – X
(Metal Blade Records, thrash metal)
Banda veterana e muitíssimo relevante no panorama do thrash europeu, estes dinamarqueses não perderam a pujança devida, tanto quanto ao género como a si mesmos. Baseados nas leis radicais do thrash metal, X é a celebração de quase quatro décadas de existência com riffs esgalhados e sem espinhas, bateria impactante e velocidade energética. Explorando-se componentes humanas e sociais, como injustiça social, raiva ou corrupção, este décimo longa-duração não fica nada atrás de lançamentos anteriores, tanto antigos (By Inheritance, de 1990) como recentes (The Face of Fear, de 2018). Thrash metal na sua mais pura veia.

Cvlt ov the Svn – We Are the Dragon
(Napalm Records, dark rock)
Nesta experiência auditiva, esta banda misteriosa é perita em combinar uma bela variedade de influências que vão do rock de uns Blue Öyster Cult até uns Ghost, passando por pitadas de punk rock negro à Turbonegro, mas também pelo óbvio goth rock que tanto busca expressões em Fields of the Nephilim como em coisas mais mainstream como The Cult, sem esquecermos algo mais recente e contemporâneo como Lord of the Lost. Tudo junto forma um romanticismo inebriante que é reverberado por versos demoníacos que rimam com desenvoltura e por uma musicalidade sombria e algo medonha facultada por um baixo post-punk, guitarras darkwave meets punk e breves sintetizadores que, mesmo com a sua abordagem moderna, nos conduzem ao terror dos 1950s.

Sumo Cyco – Initiation
(Napalm Records, pop/metal)
De um lado encontramos o metal com guitarras cheias de groove e algum tecnicismo quase matemático que, sem mácula, roça o prog, havendo também doses de punk e melodias pop traduzidas em riffs pesados. Do outro lado temos uma desenfreada aventura proporcionada por uma pop orelhuda e algo kitsch com a intenção de ficar no ouvido (não vamos culpar a banda por isso). Em complemento, não descuremos o facto de se criarem paisagens engraçadas que vão do retro-pop ao drum n’ bass. A tudo isto junta-se a espalhafatosa vocalista Skye “Sever” Sweetnam que dá um sabor ainda mais rebelde ao grupo, tanto visual como musicalmente, desde a estética tresloucada e colorida (como uma Harley Quinn) à diversidade e talento vocal que vai do sensual ao enraivecido.