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Jinjer: «Quase que tenho pena das pessoas que vão aos nossos concertos, pois vamos esmagá-las!»

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«O facto de termos tido mais tempo para nos focarmos na composição fez com que o álbum soasse mais pesado.»

Com lançamento agendado para 27 de Agosto de 2021 através da Napalm Records, Wallflowers, dos ucranianos Jinjer, é já um dos discos de metal mais aguardados do ano e que promete uma fusão sem precedentes de influências alternativas e experimentais, com muito groove e elementos prog.

Sobre o título do novo álbum, o guitarrista Roman Ibramkhalilov comenta em entrevista à Guitar World: «O goivo [Wallflower] é muitas vezes ignorado mas vê tudo – o bom e o mau das pessoas.» Ao quinto registo discográfico, os Jinjer oferecem a sua proposta mais variada e devastadora até à data. Dos riffs típicos da cena nu-metal presentes em temas como Call Me a Symbol, até aos tons limpos e melosos de Vortex, Wallflowers aposta ainda em ritmos alimentados por blastbeats repletos de fúria, tons atmosféricos e até mesmo incursões ao jazz.

«Todos nós gostamos das partes death metal com blastbeats, mas também gostamos das partes mais suaves», comenta o guitarrista acerca da abordagem musical dos Jinjer. «No entanto, creio que o facto de termos tido mais tempo para nos focarmos na composição fez com que o álbum soasse mais pesado.» A razão do tempo extra? Todos nós sabemos: a COVID-19. «O nosso álbum anterior [Macro, 2019] foi escrito e gravado em três meses», começa por explicar Ibramkhalilov. «A pandemia ajudou-nos pois tivemos imenso tempo para compor e gravar, e usámos todo esse tempo livre para trabalhar em Wallflowers, pois queríamos criar o nosso melhor trabalho. No que respeita às sessões de gravação, procurámos obter o som mais ‘ao vivo’ possível, ao mesmo tempo que conseguíamos uma sonoridade poderosa. Penso que conseguimos.»

Para as gravações, Roman Ibramkhalilov serviu-se de uma guitarra OD Venus conectada a um amplificador Fender Super-Sonic 100, vendo-se na obrigação de adaptar a sua abordagem em estúdio uma vez que foi o baterista Vladislav Ulasevich o responsável por grande parte das composições. Apesar disso, Roman diz ter já «novas ideias para futuras músicas». «É o que dá ter demasiado tempo… Estou a explodir de novas ideias.»

Os Jinjer, completados pela vocalista Tatiana Shmailyuk e pelo baixista Eugene Abdukhanov, preparam-se actualmente para voltar aos palcos, com uma digressão norte-americana ao lado dos Suicide Silence já agendada para o mês de Outubro. «Mal posso esperar por esta tour», diz Ibramkhalilov. «Depois de tanto tempo à espera, temos tanta energia que só quero fazer-me à estrada. Quase que tenho pena das pessoas que vão aos nossos concertos, pois vamos esmagá-las!»