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Jason Lollar: O que faz um bom pickup?

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Jason Lollar é um nome que surge frequentemente quando o tópico da conversa incide nos melhores pickups. Os humbuckers Imperial, da sua autoria, tornaram-se uma referência naquilo que os PAF modernos devem ser. Em entrevista à Guitar World, Lollar falou dos ingredientes que compõem um bom pickup.

«Gosto que o pickup consiga dar resposta a tudo aquilo que o músico faça nas cordas, e que não seja o pickup a dominar o som», explica. «Tal requer uma certa dose de força e clareza, especialmente quando se tocam notas em intervalos muito próximos.» Desde os primórdios do fabrico de pickups, quando a DiMarzio e a Seymour Duncan entraram em cena na década de 1970, os guitarristas tornaram-se mais conscientes dos materiais que compõem um captador, e Lollar acredita que é importante considerar todas as variáveis que possam contribuir para aperfeiçoar a voz do pickup. «Usamos muitas coisas diferentes», explica. «Um enrolamento mais apertado gera uma potência maior. Com um enrolamento mais solto, o som fica mais brilhante e com menos impulso. A forma como o pickup é enrolado tem influência, assim como o calibre do arame. Depois, há o tipo de íman escolhido e o quão carregado ou desmagnetizado se encontra, o que faz uma grande diferença. Até a capa do pickup faz diferença, pelo que há muitos detalhes a ter em conta», reflecte. «Muitos guitarristas avaliam um pickup pela sua resistência, o que é uma ideia errada, pois a resistência pode variar com a temperatura ambiente», explica. Sobre a sua criação, o humbucker Imperial, Lollar comenta: «Queria que tivesse a potência de um PAF genérico e o Imperial foi desenvolvido com uma capa pois faz diferença no som. Equilibra os agudos e confere à globalidade do som uma espécie de rugido. Ao remover a capa, isso desaparece, pois vai distorcer um pouco o campo magnético.»

«Outra coisa que fizemos com o Imperial, foi reforçar a saída da ponte um pouco mais, para um melhor equilíbrio. Tenho uma ES-355 de 1963 e uma Les Paul Custom de 1971, e em ambas as guitarras é necessário reduzir o volume do pickup de braço para conseguir uma resposta nivelada dos dois pickups. Sabia que era algo que acontecia nas Gibsons antigas, pelo que desenvolvi o pickup para que não soasse descompensado ao alternar entre um e outro.»

Humbucker Imperial, de Jason Lollar.

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A guitarra rebelde, transgressora e psicodélica de Julico

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O Brasil possui uma linha bem caraterística quando se trata de guitarra. A guitarra no rock e até na música popular brasileira, durante as décadas de 1960 e 1970, destaca uma simbologia rebelde e transgressora, e o guitarrista Julico traz uma viagem de volta a esse ritmo único, aventurando-se na fusão do soul, do funk e psicodelismo da música brasileira, mesclado com a modernidade e tecnologia das guitarras atuais.

Passeando entre os riffs, distorções e um solo técnico energizante, Julico, guitarrista da banda The Baggios, oferece-nos um EP solo intitulado ‘Ikê Maré’ onde a verve da música brasileira setentista dá o tom ao disco com muito psicodelismo inspirados nas guitarras dos gênios Sérgio Dias (Os Mutantes), Pepeu Gomes (Novos Baianos) e um pitada de Robertinho do Recife.

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Morreu Alexi Laiho, ex-frontman dos Children Of Bodom

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Morreu Alexi Laiho, ex-vocalista e guitarrista da banda de death metal melódico Children Of Bodom. O músico Finlandês tinha 41 anos e as causas da morte, ainda que não tenham sido reveladas, poderão estar ligadas aos problemas de saúde de que o músico vinha a sofrer nos últimos anos.

A notícia foi avançada no Facebook pelos seus antigos colegas de banda, que escreveram: «Mais de 25 anos de amizade. Perdemos um irmão. O mundo perdeu um compositor fenomenal e um dos melhores guitarristas de sempre. As memórias e a música do Alexi viverão para sempre.»

Laiho foi guitarrista e vocalista dos Children Of Bodom desde a sua fundação, em 1993, até 2019, quando abandonou a banda juntamente com o guitarrista Daniel Freyberg e fundou os Bodom After Midnight.

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Guitarristas que partiram em 2020

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A Guitarrista recorda alguns dos guitarristas que partiram em 2020.

Edward Van Halen (26/01/1955 – 06/10/2020)

Van Halen mudou para sempre a forma como víamos a guitarra eléctrica, o que valeu a distinção de Deus da guitarra entre os seus pares. Ao longo da sua carreira, desenvolveu a técnica de tapping e protagonizou momentos célebres como o solo registado em Beat It, de Michael Jackson. Van Halen, que liderou uma revolução no universo do rock que não se via desde os tempos de Jimi Hendrix, faleceu vítima de cancro.


Peter Green (29/10/1946 – 27/07/2020)

Peter Green foi um dos nomes mais influentes do blues rock que inundou a década de 1960, posição que conquistou durante o breve período em que esteve ao serviço dos Fleetwood Mac. Os singles Black Magic Woman, Albatross, Man of the World, Oh Well e The Green Manalishi, ganharam um lugar de destaque na história da banda, que dava assim os primeiros passos rumo à exposição internacional. Faleceu com 73 anos.


Tony Rice (08/06/1951 – 25/12/2020)

Foi na manhã de Natal que Tony Rice, um dos guitarristas mais influentes do bluegrass, faleceu. O músico de 69 anos tocou no álbum de 1975 dos New South,  J.D. Crowe and the New South, considerado um marco crucial para a ascensão do bluegrass progressivo, um género que dá ênfase a solos improvisados e que se inspira em elementos do rock e do jazz.


Alan Merrill (19/02/1951 – 29/03/2020)

O guitarrista por detrás de I Love Rock’n’Roll, um êxito de 1982 interpretado por Joan Jett e revisitado ao longo das décadas seguintes por inúmeros artistas, faleceu vítima de coronavírus.

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