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#GuitarHeroes: Mick Ronson

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O terceiro longa-duração de David Bowie, The Man Who Sold The World, foi editado nos Estados Unidos em Novembro de 1970, seis meses antes de chegar finalmente à Europa. O disco conduzia Bowie rumo a uma direcção musical bem diferente dos trabalhos apresentados no final da década de 1960, apostando numa abordagem governada por guitarras fiéis ao hard rock que fariam da estrela britânica um Deus do glam-rock. O produtor e baixista Tony Visconti fala da influência que o guitarrista Mick Ronson teve no disco e o que motivou esta reinvenção criativa: «Sentimos que já tínhamos explorado as influências folk-rock com Space Oddity», comenta. «Como todas as faixas desse álbum foram criadas com a guitarra acústica de 12 cordas de Bowie, a sonoridade era muito suave e queríamos que o álbum seguinte fosse mais robusto e experimental.» O produtor, que também gravou o baixo, acrescenta: «O Mick adorava os Cream e exultava as suas virtudes. Conhecemos o trabalho que desenvolveu ao serviço dos Rats [a banda de Ronson antes de ficar ao serviço de Bowie] através do baterista John Cambridge, dos Junior’s Eyes. O John já estava confirmado para gravar The Man Who Sold The World, mas foi então que o Mick falou-nos de Woody Woodmansey, que acabou por ficar com o trabalho. O Mick insistiu connosco desde o início que se íamos gravar um álbum em conjunto então tínhamos que ouvir Jack Bruce, dos Cream. Ouvi e acho que estive à altura.» Sobre o valor de Mick Ronson no trabalho de David Bowie, Visconti não tem dúvidas: «Para mim foi o melhor guitarrista. Este disco foi só um aperitivo do que estava por vir. Através dos seus arranjos podem perceber que era alguém que entendia a teoria da música, e deixou-me completamente boquiaberto com os arranjos executados em Life on Mars. Quanto mais confortável se sentia connosco, mais experimental se tornava.»

Mick Ronson faleceu em 1993 vítima de cancro.

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