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Grunge: 10 Grandes Riffs

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Foi já na recta final de 1991 que o grunge se tornou naquilo que nos dias de hoje chamamos de viral, e durante os anos que se seguiram assumiu-se como a peça central do rock, tal foi a cobertura que recebeu na imprensa e na MTV. A Guitarrista destaca 10 grandes riffs de guitarra saídos desta era em que reinaram gigantes como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e Alice In Chains.

ALICE IN CHAINS
Them Bones
Nenhuma outra banda do movimento grunge oferece riffs em quantidade proporcional à qualidade como os Alice In Chains. Them Bones, tema de abertura do clássico Dirt, é um dos riffs mais brutais que Jerry Cantrell já nos ofereceu.

HOLE
Violet
Um dos singles mais badalados de Live Through This, Violet apresenta um riff que cumpre todos os requisitos do grunge e é igualmente capaz de inovar ao ser executado ao estilo bolero.

L7
Pretend We’re Dead
Nativas de Los Angeles e não de Seattle, as L7 eram a excepção à regra e com Pretend We’re Dead Sonita Sparks e Suzi Gardner ofereceram uma gema inegável do grunge.

MAD SEASON
Lifeless Dead
A última coisa que nos vem à mente depois de pensarmos em grunge é uma guitarra de 12 cordas, ainda assim, o supergrupo Mad Season, que tinha Layne Staley na voz, escolhe uma Gibson EDS-1275 para o riff principal de Lifeless Dead. Uma decisão acertada!

MELVINS
Set Me Straight
Considerados os avós do grunge, os Melvins têm em Houdini o seu disco mais icónico e melódico. Houdini foi produzido por Kurt Cobain, dos Nirvana.

MUDHONEY
Touch Me I’m Sick

A distorção nas guitarras já era uma norma no final da década de 1980 e Touch Me I’m Sick, com o seu admirável espírito de garagem, é um dos hinos definitivos do grunge.

NIRVANA
Smells Like Teen Spirit
Ninguém pode dizer que ficou surpreendido por encontrar Smells Like Teen Spirit nesta lista, tal foi o impacto que o single dos Nirvana teve no movimento rock global. O riff composto por apenas quatro powerchords é dos mais conhecidos em todo o mundo e deu origem a uma nova geração de guitarristas, sendo um dos ritos de passagem mais comuns na introdução à guitarra eléctrica.

PEARL JAM
Alive
Com assinatura de Stone Gossard e com origem nos tempos dos Mother Love Bone, Alive é a música que introduziu muitos fãs ao mundo dos Pearl Jam.

SOUNDGARDEN
Outshined
Um riff que transformou os Soundgarden em mais um nome de sucesso saído da cena grunge, com Chris Cornell a conduzir esta icónica faixa no tempo 7/4.

TEMPLE OF THE DOG
Hunger Strike
A duração dos Temple Of The Dog enquanto colectivo pode ter sido curta mas não os impediu de registar um par de riffs memoráveis, como é o caso deste riff criado por Chris Cornell.

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O grunge vive!

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Posso garantir que se não fosse pelos Nirvana, o meu percurso pela imprensa musical nunca teria acontecido. Não posso dizer que marquei presença no moshpit do Dramático de Cascais, em 1994, pois estou certo de que teria sido um ambiente perigoso e deslocado para um miúdo de cinco anos (já para não falar que nessa idade tinha outros interesses no topo da lista), mas mais tarde, quando me interessei pela escrita e criei a minha primeira revista com 13 anos, foram os Nirvana de Kurt Cobain que me forneceram o combustível para uma viagem que se prolonga há quase duas décadas. O meu contacto com a guitarra deu-se, naturalmente, depois da explosão do grunge, o que mesmo assim não evitou que fosse dos poucos miúdos da escola que, munido de camisas de flanela e um par de All Stars em avançado estado de decomposição, contrariasse qualquer que fosse a tendência musical da época com os grandes clássicos de rock dos anos 90, sempre com a beleza e simplicidade dos Nirvana na linha da frente. Aprendi uns powerchords, arranjei um pedal de distorção e o resto é história; e uma história bem divertida, por sinal.

O grunge abriu as portas a uma geração de músicos alienados pelo virtuosismo musical, provocando um fluxo gigantesco de composições que contrariavam o rock mainstream e cujos protagonistas encetavam uma cultura que rejeitava a então predominante mentalidade misógina a favor de um mundo musical mais inclusivo. O grunge não era só powerchords disfarçados de feedback e distorção; era um modo de vida que partilha muita da sua filosofia com o punk. Mais do que um movimento musical, o grunge ensinou-nos o que era a empatia, iluminando um caminho que muitos adolescentes julgavam estar remetido às trevas, sendo tristemente irónico o facto de alguns dos heróis do grunge terem colocado um termo às suas vidas pelas próprias mãos quando ao longo dos anos salvaram tantas outras vidas um pouco por todo o mundo. O grunge transformou vidas, sim, e mudou igualmente a guitarra para sempre, incentivando os demais estilos musicais a embarcar em jornadas experimentais para redefinir a sua identidade e sair de uma sombra que só perderia intensidade com a morte de Kurt Cobain, em Abril de 1994. O grunge vive!

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Dia Internacional da Mulher: 4 guitarristas que precisas de conhecer

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Neste Dia Internacional da Mulher, a Guitarrista destaca quatro guitarristas que conquistaram sucesso e exposição mundial com o seu trabalho recente.

Orianthi está de volta aos discos a solo depois de uma interrupção de seis anos, exibindo uma nova palete de timbres e de momentos cheios de inspiração, ou não tivesse a sua formação musical acontecido ao lado de lendas da guitarra como Steve Vai. Do novo disco, O, podem esperar uma sonoridade rock’n’roll calejada de riffs quentes e solos crescentes, tudo isto embalado em dez faixas tão dinâmicas quanto densas.

Emily Wolfe mantém vivo o espírito cru e indomável do blues-rock, alimentando-o com a sensibilidade do pop e uma estrutura salpicada por camadas de gain.

Gabriella ‘Guitar Gabby‘ Logan é natural do Estado norte-americano de Atlanta e faz-se acompanhar de uma inconfundível ESP LTD M-50 FR com acabamento em lime green. Em tempos recentes conseguiu construir um nome sólido através de uma mistura de elementos do rock, metal, funk r&b e prog, tocada de forma aguerrida. No vídeo acima, Guitar Gabby serve-se da atmosfera criada pelo trânsito e pelo cenário urbano em que se encontrava para criar algo original.

O novo álbum de St. Vincent tem lançamento previsto para Maio de 2021, marcando o regresso da artista aos discos quatro anos após a edição de Masseduction. A música de St. Vincent regista funk, groove e electricidade suficiente para ter sido convidada por Dave Grohl e Krist Novoselic a interpretar Lithium na cerimónia que viu os Nirvana deixar o seu nome no Rock & Roll Hall of Fame.

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A guitarra rebelde, transgressora e psicodélica de Julico

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O Brasil possui uma linha bem caraterística quando se trata de guitarra. A guitarra no rock e até na música popular brasileira, durante as décadas de 1960 e 1970, destaca uma simbologia rebelde e transgressora, e o guitarrista Julico traz uma viagem de volta a esse ritmo único, aventurando-se na fusão do soul, do funk e psicodelismo da música brasileira, mesclado com a modernidade e tecnologia das guitarras atuais.

Passeando entre os riffs, distorções e um solo técnico energizante, Julico, guitarrista da banda The Baggios, oferece-nos um EP solo intitulado ‘Ikê Maré’ onde a verve da música brasileira setentista dá o tom ao disco com muito psicodelismo inspirados nas guitarras dos gênios Sérgio Dias (Os Mutantes), Pepeu Gomes (Novos Baianos) e um pitada de Robertinho do Recife.

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