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Gretsch G2410TG Streamliner

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Com a missão de desbravar novos caminhos sónicos, a Gretsch aposta num formato hollow-body com hardware dourado e archtop um pouco mais fino do que a anterior G2420T. Equipada com humbuckers Broad’Tron BT-2S, a G2410TG aproxima-se bem mais de uma Gibson thinline do que uma tradicional Gretsch, seguindo ainda pela tradição de uma 6120 ao dispor de um design com um único cutaway e tailpiece Bigsby com ponte sobre madeira.

Entre os apontamentos visuais que respiram todo um ar de exuberância, destaca-se ainda o fabuloso acabamento em âmbar, os marcadores em madrepérola e o escudo estilo casco de tartaruga, que por sua vez dá lugar a um painel de controlo configurado com quatro potenciómetros de master volume e tone, assim como volume individual para cada pickup. O perfil fino em U e o raio composto de 12″ contribuem para que o braço pareça mais amplo do que na realidade é, traduzindo-se em conforto para a mão na hora de soltar uns acordes. O tróculo dá-se no 11º traste, verificando-se depois muita dificuldade em atingir os trastes superiores à 18ª casa.

O corpo relativamente oco confere à guitarra uma voz acústica mais arrojada e com o poderio a residir todo nos médios. Com auxílio do pickup da ponte, é possível sacar da G2410TG um twang vintage e riffs cheios da atitude rock’n’roll de outrora, atingindo mais ganho do que aquilo que seria de esperar. Com os agudos brilhantes removidos do plano, a guitarra dispensa também o bloco central, o que pode resultar em algum ruído de feedback. Já o pickup do braço é puro jazz, presenteando-nos com uma sonoridade quente até mesmo com o potenciómetro do tone bem aberto, introduzindo alguma cor às melodias que imploram por arpejos.

Não sendo uma guitarra que agradará os puristas nem conseguindo fazer nome por si própria enquanto máquina de blues, a G2410TG é um instrumento que se dará perfeitamente bem algures no meio da equação.