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Gojira – Joe Duplantier: «A minha abordagem à guitarra é muito física… mas não sexual.»

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Guitarrista dos titãs Gojira, Joe Duplantier é visto pelos headbangers que preenchem as fileiras do metal moderno como um exemplo a seguir no que ao ritmo diz respeito, ainda que tal não seja corroborado pelo músico francês. «Não sou um grande guitarrista», diz o também vocalista, produtor e compositor. «Claro que tenho a minha técnica e experiência, mas se me puserem numa sala cheia de pessoal a tocar blues vai ser um pouco difícil para mim. Vão ouvir muitas notas ao lado. [risos] Não sou bom entendedor de escalas e nem sequer sou um shredder ou algo do género.»

Ainda que Duplantier possa falhar quando a linguagem é o blues, o músico possui uma voz única e instantaneamente reconhecida assim que os Gojira disparam os primeiros riffs trepidantes e distorcidos, e os ritmos propulsivos que envolvem quem os ouve numa atmosfera inebriante que se faz ouvir qual rugido de leão.

«A minha abordagem à guitarra é muito física… mas não sexual. [risos] A minha abordagem aos instrumentos é física; por vezes dou pancadas na guitarra e ouve-se um ‘boom’, e uso isso na música. A técnica de pick scrape não é premeditada e aconteceu ao vivo na digressão de 2002 ou 2003. O tema Embrace the World [The Link, 2003] foi o catalisador.» Duplantier refere-se à técnica que vê a palheta raspar as cordas pela escala fora, criando um efeito descendente. «Perto do fim da música existe um slide e enquanto tocávamos ao vivo, em vez de utilizar a mão esquerda para recriar o slide, decidi usar a direita para ver se conseguia simular um som semelhante», explica. «Fiz um estranho movimento com a mão direita, raspando a pele do polegar nas cordas, e com distorção consegues obter essa sonoridade. É basicamente esfregar pele humana em guitarras eléctricas. [risos] O álbum seguinte, From Mars to Sirius, está repleto disso.»

Os Gojira têm em Fortitude o seu mais recente trabalho.