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[GEAR] Montserrat: ESP LTD EC-1000

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Convertido pelas unidades de modulação digitais da Helix, o líder dos franceses Montserrat fala à Guitarrista sobre o material por detrás da mistura extrema e cultural presente no EP Plymouth Under Ashes.

Guitarra: «Esta ESP LTD EC-1000 foi inicialmente construída com pickups EMG activos mas o antigo proprietário trocou-os por unidades Seymour Duncan passivas que eu adoro. Prefiro a sonoridade orgânica e rica do pickups passivos aos activos, que embora sejam mais precisos não me soam tão bem. O que adoro nesta guitarra é o facto de ser possível dividir os humbuckers e obter uma sonoridade de single-coils, que utilizo bastante nas partes mais limpas. Traz mais versatilidade ao instrumento e é precisamente disso que preciso. Também aprecio o facto do comprimento da escala parecer curto e o fretboard ser rápido o suficiente para apreciar o tipo de música que toco.»

Amplificação: «O nosso EP Plymouth Under Ashes foi maioritariamente gravado com a EC-1000 mas também usei uma Ibanez RG 1527 Prestige de sete cordas para o tema-título. Quando gravo, sirvo-me de amps virtuais; uma solução mais flexível em termos de design de som. Para este EP, o meu engenheiro de som usou simuladores da Marshall. No caso de Montserrat, este é um projecto de estúdio mas toco ao vivo com outras bandas como We Hold the Truth, que é uma banda de post-black metal, e Tombe, que se trata de um duo de black metal. Nestes casos uso um combo a válvulas Orange TH30C. O som tem uma presença muito rica em graves e agudos que se adequa muito bem com o outro guitarrista em We Hold The Truth que toca com uma EVH 5150 carregada de médios brilhantes.»

Efeitos: «Recorro principalmente à distorção e ao reverb do amp e depois acrescento alguns efeitos a partes das músicas dependendo da atmosfera que procuro obter. No EP de Montserrat, não existem muitos efeitos pois as músicas assim o exigem. Apenas jogo com o ganho e acrescento um pouco de chorus e delay em algumas partes limpas ou nos solos. Ainda assim, sou um tanto ou quanto geek no que toca a efeitos. Costumava construir as minhas próprias stompboxes como tremolo, chorus, compressor e overdriver. Uso efeitos em secções muito específicas das minhas músicas pelo que a minha pedalboard acabou por ficar demasiado grande, barulhenta e pesada para transportar. Tinha um wah que pesava imenso e ao qual recorria por apenas 20 segundos num set de 40 minutos! Recentemente vi-me livre de quase todos os pedais e optei por uma Line 6 Helix. Os efeitos de modulação são demais! Estava muito relutante no início quanto aos overdrives mas depois de uma hora a trabalhar à volta deles, percebi que era possível obter exactamente o mesmo som que conseguiria com um pedal analógico sem qualquer ruído ou problema com o cabo.»