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[GEAR] Dr Chris & The Redeemers: Ibanez AS200 1984 Artist

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Dr Chris, dos australianos Dr Chris & The Redeemers, partilha algumas das particularidades do instrumento que dá vida a temas como Remember It All, o segundo single a ser extraído do álbum de estreia Stone Cold Redemption, naquela que é uma instrospecção e reflexão inevitável sobre a aceitação de um amor perdido.

Guitarra: «Chamo-lhe ‘Sassy’. Tem um design semi-hollow com cutaway duplo e tampo em flamed maple com laterais no mesmo material, braço em mogno com escala de 24″ e 3/4, fingerboard em ébano com 22 trastes, binding em marfim e marcadores em madre-pérola e haliote, com pestana dividida em osso e latão. Na electrónica recebe humbuckers Ibanez Super 58 com switch Tri-sound e ponte Quik Change II com tremolo Duesenberg Les Trem. O braço escorrega como manteiga e responde tudo maravilhosamente bem, com o switch Tri-tone a fazer a guitarra soar incrivelmente versátil.»

Amplificação: «Utilizo uma reedição do Fender Deluxe Reverb ’65 em estúdio e ao vivo. É uma edição limitada comemorativa do 50º aniversário mas o meu modelo vai um pouco mais longe uma vez que a arquitectura original PCB foi substituída por uma board estilo torre ponto a ponto e todos os transformadores deram lugar a unidades Mercury Magnetics. Estas alterações inspiraram-me a procurar novos lugares sempre que toco guitarra, especialmente quando o volume aumenta! A construção semi-hollow da Sassy ressoa muito bem com o Deluxe, providenciando um sustain quente e natural sem aquele feedback difícil e indesejável.»

Efeitos: «Não me vejo como o tipo de pessoa que tem um som de assinatura. Ainda assim, creio que o meu som é basicamente o mesmo seja qual for o equipamento que eu use. Aprecio um timbre arrojado nos solos que eu possa limar ao rodar os controlos de volume da guitarra e fazê-lo explodir ao fazer sobressair a potência do Fender Deluxe. Prefiro tocar sem depender de pedais de efeitos mas isso nem sempre é prático, especialmente em palcos pequenos, pelo que retirei alguma inspiração do Matt Schofield e uso uma pequena Pedal Train board equipada com um Mad Professor Supreme que alimenta um compressor Keeley, um Mad Professor delay para garantir um echo ligeiramente maior a um nível que só é perceptível quando o desligas, para que desta forma acrescente uma textura quente adicional ao timbre. Tenho também um sistema compacto e wireless 5GHz que funciona lindamente, sem que faça perder as capacidades de um cabo de 3 metros, permitindo-me percorrer qualquer distância que eu queira durante os solos. É um sistema económico o suficiente para se fazer acompanhar de um backup na eventualidade de me esquecer de o carregar. Tenho também a vantagem de usar múltiplos receptores de sinal no mesmo canal, caso pretenda que o sinal de guitarra vá para outro sítio adicionalmente ao meu amplificador, como um segundo amp, por exemplo.»