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[GEAR] Chaos Commute: Epiphone Les Paul 1960 Tribute Plus

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Fairytales and Nightmares é a proposta discográfica dos punk rockers alemães Chaos Commute. Camilo Betancourt falou à Guitarrista sobre a sua Epiphone Les Paul 1960 Tribute Plus e os amplificadores que fazem parte da identidade sonora de uma banda com melodias e um conceito de peso.

Guitarra: «Esta Les Paul tem humbuckers Gibson 57 que soam maravilhosamente quente. Possui um braço confortável com perfil D e o corpo não é muito pesado. O corpo apresenta-se numa única peça de mogno com topo em hard maple. Os afinadores Grover são muito estáveis até mesmo em afinações mais graves, sendo que me sirvo de cordas Ernie Ball Not Even Slinky 12-56. Podem parecer graves para essa afinação mas são realmente suaves. A minha característica favorita nesta guitarra é a função push/pull que me permite obter um timbre mais individual, o qual uso ao vivo para uma sonoridade mais limpa durante os versos. O acabamento em Black Cherry é um tanto raro, pelo que é algo que também aprecio.»

Amplificação: «Ao vivo uso um Marshall DSL 100 e um Orange Dual Terror ligados a colunas Marshall 2×12 1936 stereo. Os amps são muito reactivos à saída da guitarra. Recorro ao switch push-pull e ao potenciómetro do volume para alternar entre os diferentes níveis do drive. Não uso muito ganho em ambos os amplificadores, apenas o suficiente para conseguir harmónicos estáveis. Já em estúdio recorro a um Kemper conectado a um 50s Marshall como som principal da guitarra. Durante os refrãos, adicionalmente sirvo-me de perfis Diezel e Mesa Boogie para dar mais espessura. Em comparação com o nosso último disco, trabalhámos com muito menos ganho e utilizámos as vantagens do potenciómetro de volume da própria guitarra para dar forma ao nosso timbre. Tal deu-nos muito mais definição sem que perdêssemos overdrive e a personalidade rock que vem do nosso som.»

Efeitos: «Ainda que adore pedais de efeitos, raramente os uso ao vivo e o nosso som de guitarra não depende de quaisquer pedais. Tenho um DD-7 Delay e um TR-2 Tremolo na minha cadeia de sinal apenas para tocar um pouco. Não recorro muito a estes pedais, e quando o faço nunca é na mesma parte da música. Também tenho um Electro Harmonix LPB-1 que serve como um anti-boost durante os versos e as partes mais limpas das músicas. Já um pedal que uso bastante é o Electro Harmonix Switchblade Plus para alternar entre amps e, claro, o meu TU-3 Tuner.»