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Crystal Throne: Ibanez Universe UV777P (1998)

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Fã incondicional da Ibanez, Max Waynn fala-nos do seu modelo Universe, da influência dos pickups DiMarzio e dos plugins STL na sonoridade da banda francesa de heavy metal progressivo Crystal Throne.

«Os pickups DiMarzio Blaze-II fazem um excelente trabalho, oferecendo um timbre afiado e agressivo nos agudos e preciso e limpo nos graves.»

Guitarra: «Gosto especialmente das eléctricas Ibanez devido à posição confortável que disponibilizam e ao formato, razão pela qual não gosto de tocar com outras marcas. Há 11 anos tornei-me fã de guitarras de sete cordas e nunca mais voltei atrás, ainda que não use muito com Crystal Throne. Habituei-me à largura do braço e ao peso deste tipo de guitarras. Na minha opinião, os pickups DiMarzio Blaze-II fazem um excelente trabalho, oferecendo um timbre afiado e agressivo nos agudos e preciso e limpo nos graves.»

Amplificação: «Sempre me interessei pela composição musical e em melhorar a minha técnica de guitarra mas não invisto muito tempo na procura por uma sonoridade em particular. Gravo sempre as minhas guitarras em DI no estúdio para que possa pensar no som que quero mais tarde e assim focar-me na qualidade da minha performance. Depois decido se trabalho com reamp ou se escolho um bom plugin de guitarra. Para os Crystal Throne, escolhi o plugin STL Tonality da Andy James, com as minhas configurações individuais. Antes disso trabalhava com a Bias FX mas penso que a STL é muito melhor. Existem menos pedais e efeitos mas aqueles que lá estão são muito mais realistas, o timbre é mais agressivo e os sons limpos são mais quentes. Ao vivo toco com uma cabeça Line 6 Spider Valve HD100 MKII. Joga muito bem com a minha Ibanez Universe e conta com alguns efeitos úteis integrados que me permitem criar e guardar os meus próprios presets, o que ajuda bastante durante as digressões.»

Efeitos: «Gosto de manter as coisas simples. Tal como ouvirás dizer da maior parte dos guitarristas, são os teus dedos que fazem 90% do teu som de assinatura. Nunca deixo o gain acima do 4 ou do 5 pois quero que cada nota seja ouvida de forma clara sem a interferência de um som sujo ou barulhento. Na distorção, dou um boost às frequências dos médios para obter solos mais potentes e limpos, assim como um pouco de reverb para os tornar mais agradáveis e menos crus. Nos sons limpos, a minha tendência é ser um pouco mais criativo sem que me afaste muito da crueza original do som. Geralmente sirvo-me do pickup da ponte para as partes rítmicas e tapping/legato, mas adoro o som do pickup do braço para o sweeping e alternate picking. Creio que fui buscar isso ao John Petrucci.»