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Black Iris: 1994 Epiphone Les Paul Standard & Epiphone SG Muse

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Com um background de fuzz e solos carregados de distorção, delay e reverbs, assim como uma identidade sonora aprofundada através de pedais de efeitos, os Black Iris continuam a sua demanda para enriquecer um ADN musical em crescimento.

Guitarra
Ben: «Esta guitarra foi-me oferecida pelos meus pais em 1994 e ao longo dos anos evoluiu conforme o estilo musical que eu praticava. A última modificação foi a instalação de um DiMarzio PAF 36th Anniversary Alnico 5 nas posições do braço e da ponte. Sou um grande fã da Les Paul e tenho que a admitir que toda a delicadeza da guitarra permite-me obter uma posição muito boa para a mão. Sou também muito conservador quanto ao meu equipamento musical e já nos conhecemos há bastante tempo.»

David: «Escolhi esta guitarra após vários testes. Procurava uma sonoridade típica dos anos 90 mas também de metal moderno, pelo que a Epiphone Muse SG foi a escolha certa. Possui uma sonoridade moderna, um design limpo e um formato retro que imediatamente captou a minha atenção. A forma como se misturou com a guitarra do Ben foi perfeita, atribuindo-lhe um som triangular, massivo e de perfeito equilíbrio em palco.»

Amplificação
Ben: «Uso uma cabeça Jet City 20 que, tal como as unidades Soldano, respira hard rock e até mesmo metal. Substituí uma válvula do preamp por uma ECC83, conseguindo uma sonoridade mais clara e magra, ao mesmo tempo que mantém a identidade granulada. Com os pickups alnico, o som fica bem mais preciso, sem grande necessidade de overdrive para obter um resultado realmente saturado. Também toco com outros amps como um Blackstar HT 20 e um Marshall Origin 20, conseguindo assim criar sons completamente diferentes dependendo do estilo que quero tocar.»

David: «Em estúdio toco com equipamento semelhante mas em palco uso um amp Laney de 30 watts com distorção MXR Badass 78, Boss SD1, e um delay e um boost para os solos. Simplesmente eficaz. Ouve-se um som rico e cristalino no modo limpo e uma verdadeira moto-serra em modo distorção. Existe uma clara obsessão entre a fusão perfeita das duas guitarras e focamo-nos neste objectivo de obter um determinado tipo de som em palco e em estúdio.»

Efeitos
Ben: «Trabalhamos em conjunto e não existe um espaço definido entre os dois, pois tudo é criado a partir do que sentimos. Tanto ele como eu temos liberdade para nos expressar à vontade, portanto são duas sonoridades e duas abordagens completamente diferentes que trazem à tona esta assinatura tão pronunciada e uniforme, e ao mesmo tempo inseparável. Uso uma mistura de pedais de distorção para ser mais afirmativo, combinando o overdrive do Jet City com o Glove da Electro-Harmonix e o Badass 78 da MXR. A identidade sonora dos Black Iris não seria possível sem esta combinação.»

David: «Procurava uma sonoridade típica e facilmente identificável. Acabei por encontrar um tipo que vendia pedais na sua garagem, na região de Paris, e fiquei logo convencido com um MXR com acabamento em vermelho metálico. Liguei-o à minha guitarra e fez-se luz. Descobri que era um pedal que mordia mal o activasses, tendo este lado agressivo mas também vintage. Juntei-o a um BOSS SD1 e consegui uma sonoridade que me serve de forma perfeita, mantendo o meu estilo metal doseado com a precisão necessária para o harmonizar com a veia mais rock/grunge do Ben.»