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Anarquia no Reino Unido!

Foi o estilo violento, visceral e eficaz do guitarrista Steve Jones que fez de Never Mind The Bollocks o clássico que amplificou a voz da década de 1970.

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Fotografia de Michael Ochs

Quando, em Novembro de 1976, Anarchy in the U.K. chegava ao público na forma de single, poucos conseguiriam adivinhar que o punk assumiria o lugar de topo entre as ramificações que brotaram do rock, e que manteria a sua postura firme e íntegra ao longo das quatro décadas que se seguiram. Os Sex Pistols, muito à semelhança daquilo que os Nirvana viriam a reproduzir na década de 1990, faziam chegar às massas um estilo de música cru, directo e cheio de atitude, empacotado naquele que é tido como um dos melhores discos que o punk alguma vez originou: Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols. Do rosnar vicioso de Johnny Rotten à figura de um Sid Vicious dividido entre o mito e a realidade, o único disco de estúdio dos britânicos é especial por várias razões, mas é o estilo violento, visceral e eficaz do guitarrista Steve Jones que fez de Never Mind The Bollocks o clássico que amplificou a voz da década de 1970.

Do Verão de 1976 em diante, Steve Jones equipou-se com um amplificador Fender Twin Reverb, roubado da parte de trás de um camião de Bob Marley and the Wailers, quando estes completavam uma série de concertos no Hammersmith Odeon, em Londres. O combo, apoiado por colunas de 400 watts da Fender, conferia um tom bruto à sonoridade dos Sex Pistols, com um poderoso overdrive a oferecer uma resposta reduzida nos agudos, médios crepitantes e graves expressivos. Na categoria das seis cordas, Jones tocava com uma Les Paul Custom de 1974, a mesma que havia servido Syl Sylvain, dos New York Dolls. O humbucker de ponte, desprovido da sua capa original, fornecia potência suficiente para levar o amplificador ao overdrive, com o produtor Chris Thomas e o seu engenheiro Bill Price a acrescentarem uma dose adicional de sujidade e fúria através de feedback e dos vários overdubs registados por Jones, aqui auxiliado por um pedal MXR Phase 90. O resultado final é do conhecimento de todos: um disco feroz que deixou uma marca bem visível no mundo da música.


Pretendes obter um som idêntico ao de Steve Jones de forma económica?
Podes optar por uma Epiphone Les Paul Custom, uma gama bem mais acessível do que a original Gibson. Acrescenta um amplificador Fender George Benson Hot Rod Deluxe para garantir graves nítidos e um overdrive que é tudo menos mole, e para o pedal mantém o modelo actual do MXR Phase 90.

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A guitarra rebelde, transgressora e psicodélica de Julico

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O Brasil possui uma linha bem caraterística quando se trata de guitarra. A guitarra no rock e até na música popular brasileira, durante as décadas de 1960 e 1970, destaca uma simbologia rebelde e transgressora, e o guitarrista Julico traz uma viagem de volta a esse ritmo único, aventurando-se na fusão do soul, do funk e psicodelismo da música brasileira, mesclado com a modernidade e tecnologia das guitarras atuais.

Passeando entre os riffs, distorções e um solo técnico energizante, Julico, guitarrista da banda The Baggios, oferece-nos um EP solo intitulado ‘Ikê Maré’ onde a verve da música brasileira setentista dá o tom ao disco com muito psicodelismo inspirados nas guitarras dos gênios Sérgio Dias (Os Mutantes), Pepeu Gomes (Novos Baianos) e um pitada de Robertinho do Recife.

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Morreu Alexi Laiho, ex-frontman dos Children Of Bodom

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Morreu Alexi Laiho, ex-vocalista e guitarrista da banda de death metal melódico Children Of Bodom. O músico Finlandês tinha 41 anos e as causas da morte, ainda que não tenham sido reveladas, poderão estar ligadas aos problemas de saúde de que o músico vinha a sofrer nos últimos anos.

A notícia foi avançada no Facebook pelos seus antigos colegas de banda, que escreveram: «Mais de 25 anos de amizade. Perdemos um irmão. O mundo perdeu um compositor fenomenal e um dos melhores guitarristas de sempre. As memórias e a música do Alexi viverão para sempre.»

Laiho foi guitarrista e vocalista dos Children Of Bodom desde a sua fundação, em 1993, até 2019, quando abandonou a banda juntamente com o guitarrista Daniel Freyberg e fundou os Bodom After Midnight.

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Guitarristas que partiram em 2020

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A Guitarrista recorda alguns dos guitarristas que partiram em 2020.

Edward Van Halen (26/01/1955 – 06/10/2020)

Van Halen mudou para sempre a forma como víamos a guitarra eléctrica, o que valeu a distinção de Deus da guitarra entre os seus pares. Ao longo da sua carreira, desenvolveu a técnica de tapping e protagonizou momentos célebres como o solo registado em Beat It, de Michael Jackson. Van Halen, que liderou uma revolução no universo do rock que não se via desde os tempos de Jimi Hendrix, faleceu vítima de cancro.


Peter Green (29/10/1946 – 27/07/2020)

Peter Green foi um dos nomes mais influentes do blues rock que inundou a década de 1960, posição que conquistou durante o breve período em que esteve ao serviço dos Fleetwood Mac. Os singles Black Magic Woman, Albatross, Man of the World, Oh Well e The Green Manalishi, ganharam um lugar de destaque na história da banda, que dava assim os primeiros passos rumo à exposição internacional. Faleceu com 73 anos.


Tony Rice (08/06/1951 – 25/12/2020)

Foi na manhã de Natal que Tony Rice, um dos guitarristas mais influentes do bluegrass, faleceu. O músico de 69 anos tocou no álbum de 1975 dos New South,  J.D. Crowe and the New South, considerado um marco crucial para a ascensão do bluegrass progressivo, um género que dá ênfase a solos improvisados e que se inspira em elementos do rock e do jazz.


Alan Merrill (19/02/1951 – 29/03/2020)

O guitarrista por detrás de I Love Rock’n’Roll, um êxito de 1982 interpretado por Joan Jett e revisitado ao longo das décadas seguintes por inúmeros artistas, faleceu vítima de coronavírus.

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